O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) abriu uma investigação explosiva sobre um contrato de R$ 11 milhões firmado entre a Secretaria de Educação do estado e a Tron Atividades de Apoio à Educação Ltda, empresa ligada ao influenciador e humorista Whindersson Nunes.
O contrato, assinado em agosto de 2024 por R$ 4,9 milhões e aditado para R$ 11 milhões, tem como objetivo fornecer kits de robótica e treinamento para professores da rede estadual. Mas o negócio chamou atenção porque, segundo denúncia, foi feito sem licitação, levantando suspeitas de favorecimento e falta de transparência.
De acordo com o TCE, há indícios de que a própria Secretaria de Educação reconheceu que havia outras empresas aptas a fornecer o mesmo serviço, o que reforça a suspeita de que uma licitação deveria ter sido realizada.
Críticos dizem que o caso precisa ser esclarecido urgentemente, pois envolve recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) — dinheiro público que deveria ser aplicado com total transparência.
Defesa de Whindersson
A equipe de Whindersson Nunes afirma que o artista não é sócio da empresa e atua apenas como embaixador institucional do método TRON, sem qualquer envolvimento com a assinatura do contrato.
Ainda assim, a polêmica tomou conta das redes sociais, com internautas questionando se celebridades podem ou não se envolver em negócios milionários com governos.
O TCE-PI vai apurar todos os detalhes e pode suspender o contrato caso encontre irregularidades. O escândalo promete esquentar o debate sobre o uso de dinheiro público e a relação de governos com empresas ligadas a personalidades famosas.





