Os Correios registraram prejuízo de R$ 4,3 bilhões no primeiro semestre de 2025, segundo balanço divulgado pela estatal. O valor representa três vezes mais que o déficit contabilizado no mesmo período de 2024, de aproximadamente R$ 1,3 bilhão.
Para tentar equilibrar as contas e garantir a continuidade das operações, a empresa estuda a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional, a ser usado entre 2025 e 2026. O objetivo é recuperar o fluxo de caixa e financiar um amplo plano de reestruturação.
Entre as medidas previstas estão a venda de imóveis ociosos, corte de despesas administrativas, renegociação de contratos, e um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV). Segundo o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, o plano é essencial para reequilibrar as finanças e permitir que os Correios voltem a registrar lucro até 2027.
A estatal afirma que o aumento dos prejuízos está relacionado à queda na demanda por serviços postais tradicionais, ao crescimento da concorrência privada no setor de entregas e aos altos custos operacionais.
Por outro lado, especialistas e membros da oposição no Congresso criticam o pedido de socorro financeiro, apontando que o uso de garantias públicas pode aumentar o risco fiscal e onerar o orçamento da União.
O projeto de reestruturação deve ser apresentado formalmente ao Ministério da Fazenda e ao Conselho de Administração da estatal até o fim deste ano.





