A aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso foi formalizada com sua publicação no Diário Oficial em 15 de outubro de 2025, abrindo vaga para uma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) ainda no atual mandato presidencial.
Nos bastidores, o nome que tem ganhado força é o do advogado-geral da União, Jorge Messias, apontado como favorito para ocupar a cadeira deixada por Barroso. Ele combina trajetória técnica com proximidade política e bom trânsito institucional.
Barroso havia anunciado sua saída em 9 de outubro, dizendo: “é hora de seguir novos rumos, não tenho apego ao poder”. Com a vacância, o presidente Lula teria sinalizado aos seus interlocutores a intenção de indicar Messias — o que já gera debates e resistências no STF, onde alguns ministros defendem que o nome escolhido preserve a autonomia da Corte.
Messias chama atenção por sua atuação diplomática e por ter defendido publicamente a soberania nacional frente a pressões externas. Em artigos e discursos recentes, ele posicionou-se contra interferências estrangeiras e ações protecionistas em relações comerciais.
Por outro lado, parte do meio jurídico e de alas mais conservadoras do segmento evangélico manifestam ressalvas sobre sua indicação, questionando desde independência institucional até representatividade no STF.
A disputa pela vaga promete tensões institucionais nos próximos dias, já que o Senado e o próprio Supremo podem exercer influência no processo de sabatina e aprovação do novo ministro. A expectativa é que o anúncio oficial da nomeação ocorra ainda nesta quinta-feira (16).





