O ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes formalizou nesta semana seu pedido de desfiliação do PDT, partido ao qual era filiado desde 2015. O comunicado foi encaminhado ao presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, encerrando uma relação política de quase uma década.
A decisão ocorre após divergências internas entre Ciro e a direção do partido, especialmente em relação às alianças regionais com o PT e o governo federal, que vinham sendo motivo de insatisfação do ex-presidenciável.
Fontes próximas a Ciro afirmam que ele deve anunciar sua nova filiação partidária na próxima semana, com fortes indicações de que o destino será o PSDB, sigla pela qual já passou no início dos anos 2000, durante o governo Fernando Henrique Cardoso.
A saída de Ciro marca mais um capítulo de distanciamento entre o ex-ministro e setores da esquerda que hoje compõem a base do governo Lula. Nos bastidores, aliados avaliam que ele pode disputar o governo do Ceará em 2026, retomando o protagonismo político no cenário regional.
Mesmo sem cargo eletivo, Ciro Gomes segue sendo uma das principais vozes críticas à condução econômica e política do atual governo federal, e pretende reposicionar sua trajetória em um campo político mais independente.





