O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), rebateu nesta quarta-feira (22) as declarações do governador Mauro Mendes (União Brasil) e do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que criticaram parlamentares por supostamente destinarem mais recursos a festas do que à saúde.
Em entrevista, Russi afirmou que as declarações são “políticas” e não refletem a realidade da destinação orçamentária. Segundo ele, 50% das emendas parlamentares obrigatoriamente vão para a saúde, e muitos deputados chegam a aplicar 100% dos recursos nessa área.
“Metade das emendas é para a saúde por força de lei. Alguns deputados inclusive destinam tudo para hospitais e consórcios. O restante é livre e usado conforme as demandas dos municípios, seja para estrada, esporte, social ou eventos”, explicou o parlamentar.
Russi também comentou o cronograma de pagamento das emendas, afirmando que o governo estadual, por meio do secretário da Casa Civil, Fábio Garcia, se comprometeu a quitar 100% das emendas até dezembro de 2025. A primeira parcela, de R$ 21,5 milhões, deve ser paga ainda em outubro.
Apesar das queixas de parte dos deputados sobre atrasos, o presidente da ALMT descartou qualquer impasse político.
“É claro que todo deputado quer receber no início do ano, mas o importante é que o governo cumpra até dezembro. Se não cumprir, em janeiro vamos cobrar o que for devido”, disse.
As críticas de Mauro Mendes e Otaviano Pivetta reacenderam o debate sobre o uso das emendas parlamentares em Mato Grosso, especialmente em ano pré-eleitoral. Mendes havia afirmado que os deputados “reclamam de barriga cheia”, insinuando mau uso dos recursos.
Russi respondeu dizendo que a Assembleia tem atuado com responsabilidade fiscal e que os recursos são fundamentais para atender os municípios em áreas essenciais.





