O Itamaraty demonstrou preocupação com o tom das recentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo diplomatas, podem elevar a tensão diplomática antes de um possível encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O alerta foi feito internamente por técnicos e assessores do Ministério das Relações Exteriores, que avaliam os impactos das falas na agenda bilateral.
Nos últimos dias, Lula criticou políticas unilaterais dos Estados Unidos, defendeu o uso de moedas locais em negociações internacionais e afirmou que o Brasil “não aceita tutela estrangeira”.
Embora o discurso tenha sido bem recebido em setores alinhados à política externa independente, diplomatas consideraram o tom “duro demais” diante da iminência do encontro com Trump, previsto para ocorrer durante a cúpula da ASEAN, na Malásia.
Fontes do Itamaraty ouvidas pela imprensa afirmam que as falas do presidente “acenderam um alerta” sobre o risco de desgaste nas relações bilaterais.
Repercussão e possíveis impactos
A avaliação interna é que o discurso pode:
- dificultar negociações comerciais, especialmente sobre tarifas e acordos bilaterais;
- gerar pressão internacional sobre o Brasil em fóruns multilaterais;
- e criar atrito direto com o governo norte-americano, caso o tom de confronto se mantenha.
Segundo analistas, as declarações de Lula refletem a tentativa de reforçar a autonomia diplomática brasileira, mas exigem equilíbrio estratégico em momentos de diálogo internacional.
O Itamaraty já estaria trabalhando para amenizar o clima antes do encontro, buscando interlocuções diplomáticas que garantam uma reunião “produtiva e respeitosa”.
A expectativa é que o governo brasileiro reafirme o compromisso com o diálogo e a cooperação, mantendo, porém, a defesa da soberania nacional nas relações exteriores.





