O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciou a criação da CPI do Crime Organizado, com instalação prevista para o dia 4 de novembro de 2025. A comissão terá como objetivo investigar a atuação de facções criminosas e milícias em diversos estados brasileiros, além de apurar possíveis falhas e omissões do poder público.
A CPI obteve as 31 assinaturas necessárias para ser criada, mas nenhum senador do PT apoiou formalmente o requerimento. A ausência da bancada governista gerou críticas da oposição, que aponta resistência do governo federal em se envolver nas investigações.
Entre os pontos de investigação estão:
- a estrutura e o financiamento de organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho;
- a expansão das milícias em regiões metropolitanas;
- a possível infiltração de facções no poder público e em contratos estatais.
A comissão será composta por 11 senadores titulares e 7 suplentes, com prazo inicial de 120 dias, prorrogável por igual período. O relatório final deverá apresentar propostas de combate e prevenção ao crime organizado em nível nacional.
O lançamento da CPI ocorre em meio à escalada da violência e à repercussão da megaoperação no Rio de Janeiro, considerada a mais letal da história do estado. A ausência do PT no requerimento foi interpretada como distanciamento político do governo em um tema sensível que envolve forças de segurança estaduais e federais.





