Ação integrada em Mato Grosso apreende 210 kg de drogas e causa prejuízo de R$ 843 milhões às facções criminosas

Foto: Gefron/MT

Uma operação integrada das forças de segurança de Mato Grosso resultou na apreensão de 210 quilos de maconha e na prisão de um homem por tráfico de drogas, no último domingo (2), no município de Campo Novo do Parecis, a 391 quilômetros de Cuiabá. A ação, coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), contou com o apoio do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), Polícia Militar (PM-MT) e Polícia Civil (PJC-MT).

As equipes receberam informações sobre o uso de estradas rurais da região de Itanorte como rota para o transporte de entorpecentes. Durante patrulhamento, os agentes localizaram uma caminhonete Ford F-1000 abandonada, que teria servido de apoio logístico à movimentação da droga.

Logo em seguida, foi abordado um segundo veículo, uma Toyota Hilux, onde foram encontrados 210 quilos de maconha embalados na carroceria. O condutor confessou que transportava a carga e que o destino final seria o estado do Pará. Ele foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia local.

De acordo com estimativas da Sesp-MT, o valor total da droga e da estrutura logística desarticulada representa um prejuízo de cerca de R$ 843 milhões às facções criminosas que atuam no tráfico interestadual. O cálculo leva em conta o preço final de revenda dos entorpecentes e a interrupção da rota de distribuição.

O secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, destacou a importância das ações conjuntas. “Essa apreensão é resultado direto do trabalho integrado entre nossas forças de segurança. Estamos atingindo a base financeira das facções e impedindo que esse dinheiro continue financiando crimes violentos”, afirmou.

A Sesp-MT reforçou que o estado tem intensificado operações de fronteira e ações preventivas em rotas rurais e vicinais, usadas por traficantes para tentar escapar de barreiras policiais nas rodovias principais.

A apreensão integra o plano estadual de combate ao narcotráfico e faz parte da estratégia de enfraquecimento logístico das facções criminosas que atuam na região Centro-Oeste. As forças de segurança continuam monitorando possíveis conexões da carga com grupos do Paraguai e Bolívia, países que abastecem parte do mercado brasileiro de drogas.

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