Deputado questiona gasto com iate usado por Lula durante a COP30 e aciona TCU

Foto: Reprodução/Divulgação

O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) protocolou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo investigação sobre o gasto com o iate Iana III, utilizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a realização da COP30, em Belém (PA). O parlamentar questiona a legalidade, transparência e economicidade do contrato firmado pela Presidência da República para a locação da embarcação.

De acordo com Sanderson, o governo teria optado por alugar um iate de luxo, mesmo havendo alternativas gratuitas e oficiais, como embarcações da Marinha do Brasil, que poderiam ter sido disponibilizadas para a hospedagem da comitiva presidencial.

A representação aponta:

  • Ausência do contrato no Portal da Transparência e no Diário Oficial da União;
  • Possível violação à Lei de Acesso à Informação e à Lei de Licitações;
  • Falta de justificativas públicas sobre os critérios da escolha.

Embora o governo ainda não tenha divulgado oficialmente os custos, estimativas apontam cerca de R$ 450 mil envolvidos na locação do iate. O valor está sendo apurado pelo TCU.

O Iana III já foi citado anteriormente em reportagens sobre uso político em outras gestões. A embarcação pertence a um empresário e já esteve envolvida em contratos públicos controversos no Amazonas.

A solicitação apresentada ao TCU inclui:

  • Suspensão imediata de qualquer pagamento relacionado ao contrato;
  • Identificação dos responsáveis pela contratação;
  • Avaliação de possível prejuízo ao erário.

A Presidência da República até o momento não se manifestou sobre o conteúdo da representação. Em ocasiões anteriores, o governo justificou o uso de embarcação durante a COP30 citando logística, segurança e proximidade com a área do evento.

O TCU deve:

  • Analisar a denúncia;
  • Solicitar documentos à Presidência;
  • Avaliar se houve desvio de finalidade ou irregularidade administrativa.

Se comprovadas falhas, o caso pode resultar em:

  • Sanções administrativas,
  • Ressarcimento aos cofres públicos,
  • Ou responsabilização de gestores.
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