O Governo do Paraná anunciou que utilizará mão de obra carcerária na reconstrução das escolas estaduais e da sede da APAE de Rio Bonito do Iguaçu, município devastado por um tornado de grande intensidade. A medida integra o programa Mãos Amigas, que promove a ressocialização de detentos por meio do trabalho.
A ação é coordenada pela Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Seju) e pela Polícia Penal do Paraná, com apoio da Secretaria da Educação e da Fundepar (Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná).
Ao todo, 14 detentos foram selecionados — dez da Penitenciária Estadual de Guarapuava e quatro da Cadeia Pública de Laranjeiras do Sul. Sob supervisão constante da Polícia Penal, eles atuarão na remoção de entulhos, limpeza de áreas afetadas e reparos estruturais iniciais.
O trabalho dos presos tem também caráter de ressocialização, permitindo a redução de um dia de pena a cada três dias trabalhados.
“Nosso objetivo é acelerar a reconstrução e garantir que as crianças e adolescentes voltem às aulas o quanto antes”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Júnior.
O tornado, classificado preliminarmente como categoria EF3, atingiu ventos de até 250 km/h e causou estragos em cerca de 90% da área urbana de Rio Bonito do Iguaçu. Duas escolas foram fortemente danificadas:
- Colégio Estadual Ludovica Safraider, que atende cerca de 700 estudantes;
- Colégio Estadual Ireno Alves dos Santos, com 251 alunos, que teve o ginásio totalmente destruído.
A sede da APAE também foi comprometida, exigindo reconstrução completa.
Além dos presos, participam da força-tarefa engenheiros, servidores da Fundepar e equipes da Defesa Civil, responsáveis por avaliações estruturais e distribuição de materiais. O governo também liberou recursos emergenciais para garantir a retomada das aulas até o início de 2026.
O programa “Mãos Amigas”, já ativo em outras cidades paranaenses, é apontado como um exemplo de integração entre segurança pública e política social, unindo reconstrução e ressocialização.





