O comunicador Allan dos Santos publicou uma carta aberta ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo que ele intervenha na possível transferência de Jair Bolsonaro para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Na mensagem, Allan alega que o ex-presidente é alvo de perseguição judicial e política e que a situação representa uma ameaça à liberdade e à democracia no Brasil. O influenciador, que vive fora do país e é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por disseminação de desinformação, comparou o caso ao que chamou de “crimes contra a soberania popular”.
“Presidente Trump, o senhor precisa saber que Bolsonaro é um homem inocente, vítima de um sistema que tenta silenciar a verdade e destruir o conservadorismo”, escreveu Allan dos Santos.
No texto, Allan solicita que Trump dialogue diretamente com o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, e que não confie em intermediários políticos brasileiros. O comunicador pede que os Estados Unidos acompanhem a situação de Bolsonaro e pressionem autoridades brasileiras a garantirem sua integridade física e moral.
A carta foi publicada nas redes sociais logo após o Supremo Tribunal Federal formar maioria para manter a condenação de Bolsonaro, o que pode resultar em sua transferência para o sistema prisional da Papuda, unidade que abriga presos de alta periculosidade.
A manifestação de Allan dos Santos provocou reações divididas nas redes sociais. Aliados de Bolsonaro elogiaram a iniciativa, enquanto críticos classificaram o pedido como ingerência indevida em assuntos internos do Brasil.
Analistas jurídicos apontam que não há previsão legal para qualquer tipo de intervenção internacional em decisões judiciais brasileiras e que o caso reforça o clima de polarização política.
Até o momento, Donald Trump não respondeu publicamente ao pedido.
Allan dos Santos está fora do Brasil desde 2021, após ter sua prisão preventiva decretada pelo STF no âmbito do inquérito das milícias digitais. Ele é considerado foragido e tem um pedido de extradição em aberto. O comunicador segue produzindo conteúdo em defesa de Bolsonaro e contra ministros do Supremo.





