A Polícia Federal prendeu preventivamente, nesta quinta-feira (13), o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto durante uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de descontos associativos ilegais em aposentadorias e pensões. A ação foi realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU).
Nesta etapa, foram cumpridos 63 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva em 15 estados. Stefanutto presidiu o INSS entre junho de 2023 e abril de 2025 e agora é investigado por suposta participação no esquema.
A investigação aponta a existência de uma rede envolvendo entidades, servidores e intermediários que teriam realizado descontos não autorizados diretamente nos benefícios de aposentados e pensionistas.
A PF estima que o prejuízo às vítimas ultrapasse R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
Entre os crimes investigados estão:
- inserção de dados falsos em sistemas oficiais;
- estelionato previdenciário;
- corrupção;
- organização criminosa;
- ocultação de patrimônio.
A defesa de Stefanutto afirmou que a prisão é “ilegal” e sustentou que o ex-presidente não interferiu nas investigações nem dificultou os trabalhos da PF.
A operação agora deve avançar com quebras de sigilo bancário e patrimonial para identificar beneficiários do esquema e aprofundar a apuração sobre o envolvimento de gestores públicos e entidades associativas.
O caso reacende o debate sobre a proteção dos aposentados contra descontos irregulares e a necessidade de maior controle no sistema previdenciário.





