A determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para o cumprimento imediato da pena de 27 anos e 3 meses de prisão pelo ex-presidente Jair Bolsonaro repercutiu amplamente na imprensa internacional, que chamou atenção para o quadro de saúde considerado frágil do ex-chefe do Executivo.
Veículos como Reuters, AP News, Le Monde, Welt e outros destacaram que a defesa de Bolsonaro tem reforçado a necessidade de cuidados médicos contínuos e alegado que o estado clínico do ex-presidente seria incompatível com o regime fechado.
As publicações lembram que Bolsonaro enfrenta sequelas desde a facada sofrida durante a campanha de 2018, fato que o levou a diversas cirurgias. Relatos da defesa apontam sintomas recorrentes como vômitos, soluços, crises de ansiedade e fortes dores abdominais.
Correspondentes internacionais destacam que a defesa classificou como “precipitada” a decisão do STF, argumentando que o Tribunal deveria ter considerado a gravidade do quadro clínico antes de autorizar o início da execução penal.
Bolsonaro segue detido na sede da Polícia Federal, em Brasília, onde, segundo as reportagens, há estrutura para atendimento médico contínuo. A imprensa estrangeira ressalta que este fator influenciou a decisão do ministro Alexandre de Moraes ao determinar a permanência do ex-presidente no local.
Apesar disso, analistas internacionais observam que a permanência de Bolsonaro na prisão dependerá diretamente da evolução de sua saúde. Há expectativa de que a defesa apresente pedido de prisão domiciliar por motivos humanitários.
Para veículos internacionais, o caso tem dimensão institucional e simbólica, pois representa um teste para a estabilidade democrática brasileira e para a capacidade das instituições de lidar com situações envolvendo ex-chefes de Estado.
A imprensa estrangeira também destacou o impacto político global da decisão e o debate interno no Brasil sobre direitos humanos, saúde, execução penal e garantias constitucionais.
A tendência é que o STF receba novos pedidos da defesa nos próximos dias, possivelmente incluindo exame médico oficial e solicitação de regime diferenciado de cumprimento de pena. A repercussão internacional deve seguir intensa, com foco na pressão política e no estado de saúde do ex-presidente.





