TJ libera R$ 463 mil de empresa investigada por fraudes na Metamat após auditoria afastar suspeitas

Foto: Assessoria

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) determinou a liberação de R$ 463.903,00 em favor da empresa JM Poços Artesianos e Transportes Ltda., alvo da Operação Poço Sem Fundo, que apura possíveis fraudes em contratos da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat). A decisão foi proferida pelo desembargador Wesley Sanchez Lacerda após auditoria concluir que não há irregularidades no contrato que motivou o bloqueio.

O relatório técnico analisou o Contrato nº 012/2023, firmado entre a JM Poços e a Metamat, no valor total de R$ 8,8 milhões, e não identificou indícios de superfaturamento ou execução irregular. Com base no documento, o magistrado afirmou que não há justificativa para manter a constrição, que já havia sido reduzida anteriormente ao valor efetivamente recebido pela empresa.

A decisão destacou ainda que a prorrogação do bloqueio por mais 90 dias — solicitada em instância inferior — não apresentou novos elementos que indicassem risco ao andamento das investigações.

Deflagrada em maio de 2025, a operação apura supostas fraudes em contratos de perfuração de poços artesianos firmados pela Metamat entre 2020 e 2023. As suspeitas incluem:

  • Superfaturamento;
  • Contratos fictícios;
  • Obras sem execução comprovada;
  • Movimentações financeiras atípicas.

Empresas investigadas tiveram valores bloqueados e ficaram impedidas de contratar com o poder público até o avanço das apurações.

A JM Poços Artesianos volta a ter acesso aos recursos bloqueados e pode manter suas atividades normalmente. Contudo, o TJ reforçou que o desbloqueio não representa absolvição, e que novas medidas cautelares poderão ser adotadas caso surjam indícios adicionais durante a continuidade da operação.

O caso segue sob investigação e deve gerar novos desdobramentos nos próximos meses, já que outras empresas e contratos permanecem sob análise da Polícia Civil, Ministério Público e órgãos de controle.

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