O deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) voltou ao centro de uma forte polêmica nacional após declarar publicamente ser “maconheiro” e defender que a criminalização da maconha no Brasil tem caráter racista. As declarações foram feitas durante a ExpoCannabis 2025, em São Paulo, e rapidamente repercutiram na imprensa e nas redes sociais.
Em entrevista durante o evento, Freitas afirmou:
“Eu não fumo cannabis, eu fumo maconha. Não sou canabizeiro, sou maconheiro.”
Segundo ele, a criminalização da planta é produto de preconceito racial e de classe. O deputado também afirmou que pretende “fumar na cara da classe média branca”, em crítica ao que chama de “hipocrisia” de setores mais conservadores.
Freitas reforçou ainda a intenção de criar uma associação para cultivo de cannabis medicinal, incluindo participação de pessoas egressas do sistema prisional como forma de inclusão social e geração de renda.
As falas ocorrem em meio a uma série de episódios envolvendo o parlamentar. Dias antes, Freitas se envolveu em uma briga com um manobrista no centro de Curitiba, imagens que viralizaram nas redes sociais e resultaram em mais um processo no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná.
O deputado já coleciona outras denúncias e polêmicas ao longo da carreira pública, incluindo discussões acaloradas em sessões, acusações de quebra de decoro e confrontos com policiais.
As declarações ampliam o debate sobre descriminalização da maconha no Brasil. O parlamentar afirma que o tema deve ser tratado como questão de justiça social, argumentando que a atual política de criminalização atinge principalmente negros e pobres.
Defensores da legalização enxergam a postura como um ato político de enfrentamento ao proibicionismo. Já críticos afirmam que o discurso banaliza o uso de drogas ilícitas, compromete a imagem institucional da Assembleia e incentiva comportamentos de risco.





