Líder de facção é condenado por mandar matar rival do tráfico em Primavera do Leste

Foto: Polícia Civil/MT

A Justiça de Mato Grosso condenou Anderson Pereira da Silva, conhecido pelos apelidos “GB” e “Turco”, apontado como líder de facção criminosa, por ter ordenado a execução de um rival do tráfico de drogas no município de Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá.

A condenação foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que confirmou a sentença proferida pelo Tribunal do Júri da comarca, reconhecendo a responsabilidade do réu como mandante do crime, mesmo sem participação direta na execução.

De acordo com os autos, o homicídio ocorreu em meio a conflitos entre facções rivais pelo controle do tráfico de drogas na região. A investigação apontou que Anderson Pereira da Silva teria ordenado a morte da vítima como forma de eliminar concorrência e reafirmar o domínio da organização criminosa.

As provas reunidas durante o processo demonstraram que o réu exercia posição de liderança dentro da facção, sendo responsável por repassar ordens aos demais integrantes, inclusive determinações relacionadas à prática de crimes violentos.

O réu foi condenado pelo crime de homicídio qualificado, com reconhecimento de motivo torpe, diante da motivação ligada à disputa criminosa. A pena fixada pela Justiça foi de 14 anos de reclusão, a ser cumprida em regime inicialmente fechado.

Ao analisar o recurso da defesa, o TJMT entendeu que não houve nulidades no julgamento do Tribunal do Júri, destacando que a decisão dos jurados foi devidamente amparada pelo conjunto probatório produzido ao longo da instrução processual.

Na decisão, os desembargadores ressaltaram que, nos crimes julgados pelo Tribunal do Júri, prevalece a soberania dos veredictos, desde que exista suporte mínimo de provas, o que ficou comprovado no caso concreto.

O colegiado também reforçou que o mandante responde pelo crime na mesma medida do executor, sobretudo quando comprovado que a ordem partiu de liderança estruturada dentro de organização criminosa.

O caso integra uma série de ações judiciais e policiais voltadas ao enfrentamento das facções criminosas no interior de Mato Grosso, especialmente em cidades estratégicas para o tráfico de drogas. A condenação é considerada mais um passo no combate à violência ligada ao crime organizado no estado.

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