O Tribunal Superior do Trabalho (TST) agendou uma sessão extraordinária para esta terça-feira (30 de dezembro), às 13h30 (horário de Brasília), para analisar o dissídio coletivo entre os Correios e seus funcionários, que estão em paralisação desde 17 de dezembro de 2025. A convocação foi feita pelo presidente da Corte, o ministro Vieira de Mello Filho, e ocorrerá durante o recesso forense, que segue até 6 de janeiro.
Em seu despacho, o magistrado ressaltou que a sessão foi convocada devido aos “impactos que a greve pode gerar na prestação de serviços em um momento emblemático para o país, como as festas de fim de ano”, destacando a relevância da temática mesmo fora do período normal de atividades judiciais.
Antes da sessão extraordinária, uma nova rodada de negociação está prevista para a segunda-feira (29 de dezembro) entre a direção dos Correios e os sindicatos que representam os trabalhadores, na tentativa de evitar o julgamento e alcançar um acordo.
Entre as propostas discutidas em audiência de conciliação constam:
- Renovação de 79 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho, com exclusão do ticket extra;
- Reajuste salarial de 5,13%, com vigência a partir de janeiro de 2026 e pagamento previsto apenas em abril, retroativo aos meses de janeiro, fevereiro e março;
- Reposição integral da inflação (100% do INPC) de agosto de 2025 a julho de 2026, incorporada aos salários a partir de 1º de agosto de 2026;
- Reajustes abrangendo cláusulas de impacto econômico, incluindo benefícios e função motorizada;
- Vigência do acordo por dois anos, manutenção do ponto por exceção e regras atuais sobre trabalho em dias de repouso semanal até 31 de julho de 2026.
Na última terça-feira (23), uma assembleia dos trabalhadores dos Correios em Mato Grosso rejeitou por unanimidade a proposta de reajuste apresentada pela empresa, decidindo manter a paralisação por tempo indeterminado.
A realização da sessão durante o recesso mostra a preocupação da Justiça do Trabalho com a continuidade dos serviços postais, especialmente em um período de grande movimento de correspondências e encomendas, e evidencia o papel da Corte na tentativa de solução de disputas trabalhistas de grande impacto social.





