Abril, Outubro e Novembro Concentraram Maior Número de Casos de Choque Elétrico em Mato Grosso

Foto: Getty Images/iStockphoto

Os meses de abril, outubro e novembro concentraram o maior número de ocorrências de choque elétrico em Mato Grosso, segundo levantamento divulgado com base em registros do Corpo de Bombeiros Militar. Os dados acendem um alerta para os riscos associados ao manuseio inadequado de instalações elétricas, especialmente em ambientes residenciais e de trabalho.

Ao longo do período analisado, dezenas de atendimentos foram realizados em diferentes municípios do estado, envolvendo desde acidentes domésticos até ocorrências em áreas urbanas e rurais, muitas delas com vítimas feridas e necessidade de socorro imediato.

De acordo com o levantamento, abril foi o mês com maior número de registros de choque elétrico. Especialistas apontam que o período coincide com mudanças climáticas e aumento do uso de equipamentos elétricos, o que pode elevar o risco de acidentes, sobretudo quando há instalações irregulares ou falta de manutenção.

Na sequência aparecem outubro e novembro, meses marcados por temperaturas elevadas e maior demanda por aparelhos como ventiladores, ar-condicionado e sistemas improvisados de refrigeração, muitas vezes sobrecarregando redes elétricas antigas ou mal dimensionadas.

Entre as situações mais comuns que resultam em choque elétrico estão:

  • Contato direto com fios desencapados ou instalações expostas;
  • Uso inadequado de extensões e “benjamins”;
  • Falta de aterramento elétrico;
  • Manutenção realizada sem desligamento da rede;
  • Equipamentos defeituosos ou fora das normas técnicas.

O Corpo de Bombeiros alerta que grande parte desses acidentes poderia ser evitada com medidas simples de prevenção, como inspeções periódicas, contratação de profissionais habilitados e atenção redobrada durante reformas.

Choques elétricos podem causar desde queimaduras leves até parada cardiorrespiratória, dependendo da intensidade da corrente e do tempo de exposição. Em casos mais graves, as vítimas podem sofrer sequelas permanentes ou até morrer.

Além do risco humano, acidentes elétricos também estão entre as principais causas de incêndios urbanos, ampliando os prejuízos materiais e colocando outras pessoas em perigo.

Diante dos números, o Corpo de Bombeiros reforça recomendações importantes à população:

  • Nunca realizar reparos elétricos sem desligar a energia;
  • Evitar o uso de aparelhos elétricos em ambientes úmidos;
  • Não improvisar ligações elétricas;
  • Manter crianças afastadas de tomadas e fios;
  • Procurar eletricistas qualificados para qualquer intervenção.

Os dados reforçam a necessidade de campanhas de conscientização e de investimentos em prevenção, tanto por parte do poder público quanto dos cidadãos. O aumento de ocorrências em determinados meses demonstra que o risco é sazonal, mas a atenção deve ser constante ao longo de todo o ano.

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