A Justiça de Cuiabá manteve a prisão do coronel da reserva da Polícia Militar de Mato Grosso, Helder Taborelli Sempio, de 57 anos, após audiência de custódia que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. A decisão levou em conta a gravidade dos fatos e o risco à segurança da vítima e da ordem pública.
Taborelli foi preso na madrugada de sábado (10 de janeiro de 2026), após ter sido denunciado pela própria esposa, de 48 anos, por ameaças de morte, tentativa de atropelamento e disparo de arma de fogo durante uma discussão no bairro Santa Cruz, na Capital.
De acordo com o boletim de ocorrência:
- A Polícia Militar foi acionada para atender uma briga dentro de um veículo.
- A vítima relatou que o coronel teria feito acelerações bruscas e ameaças de morte contra ela e os pais da esposa.
- Após ela conseguir sair do carro e pedir ajuda de uma moradora, o militar teria intensificado as ameaças e proferido ofensas.
- Um disparo de arma de fogo foi ouvido no local, e o acusado ainda tentou atropelar a esposa com o veículo.
Uma pistola Taurus calibre .40, com seis munições intactas, foi apreendida com o coronel. Durante o interrogatório, ele optou por permanecer em silêncio e negou ter efetuado o disparo, alegando que o barulho teria sido causado ao bater a tampa do porta-malas.
Na audiência de custódia, o juiz responsável considerou:
- Gravidade concreta dos fatos;
- Risco à integridade física e psicológica da vítima;
- Necessidade de garantia da ordem pública;
- Insuficiência de medidas cautelares alternativas à prisão.
Com base nesses elementos, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, mantendo o coronel detido enquanto o caso segue sob investigação.
Após a prisão, tanto o coronel quanto a vítima foram encaminhados à Delegacia Especializada de Defesa da Mulher para registro e providências legais cabíveis.





