Malafaia nega envolvimento de igrejas em fraudes no INSS e critica Damares

Foto: Montagem

Brasília – O pastor Silas Malafaia negou qualquer participação de grandes igrejas evangélicas em esquemas de fraudes investigados pela CPMI do INSS e fez duras críticas à senadora Damares Alves. As declarações foram feitas em vídeo publicado pelo religioso na rede social X.

Segundo Malafaia, a senadora teria distorcido informações ao sugerir envolvimento de igrejas e líderes evangélicos nas irregularidades apuradas pela comissão parlamentar. Para ele, não há provas que sustentem a acusação contra grandes instituições religiosas.

O pastor afirmou que Damares estaria tentando capitalizar politicamente as investigações da CPMI, buscando protagonismo ao divulgar uma lista de nomes ligados a requerimentos apresentados no colegiado. Malafaia também questionou o fato de a relação ter sido tornada pública apenas após ele pressionar a senadora.

“Não existe grande igreja envolvida nessa falcatrua”, afirmou Malafaia, ao acusar Damares de generalizar suspeitas e, com isso, denegrir a imagem da igreja evangélica.

Ainda segundo o pastor, ele teria conversado com o presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana, que teria negado a existência de lobby de líderes evangélicos para ocultar informações ou impedir a divulgação de nomes.

Malafaia disse que, conforme relatado por Viana, não há indícios de participação de grandes igrejas nas fraudes, embora existam suspeitas envolvendo duas entidades religiosas de menor porte, que teriam sido criadas para suposta lavagem de dinheiro, além de pastores com pouca expressão que teriam recebido valores investigados.

O pastor também desafiou Damares a citar nominalmente quais igrejas ou líderes teriam feito lobby para barrar a divulgação de informações na CPMI. Para ele, a forma como a senadora tratou o assunto lança suspeitas genéricas e injustificadas sobre o segmento evangélico.

A polêmica teve início após Damares divulgar uma lista de nomes relacionados a pedidos de convocação, convites ou quebras de sigilo apresentados na CPMI do INSS. A senadora afirmou que os requerimentos se baseiam em documentos oficiais, como Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) e dados da Receita Federal.

Entre os citados nas investigações está o pastor Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master, alvo da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

A CPMI segue apurando possíveis fraudes no INSS envolvendo entidades, intermediários e beneficiários, enquanto o embate político entre lideranças religiosas e parlamentares amplia a repercussão do caso.

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