Chico 2000 é afastado por 60 dias e mantém salário na Câmara, diz procurador

Foto: VG Notícias

Cuiabá (MT) — O vereador Chico 2000 (PL) foi afastado do mandato por 60 dias, por decisão judicial relacionada à Operação Gorjeta, mas continuará recebendo salário durante o período, conforme informou o procurador-geral da Câmara Municipal de Cuiabá, Eustáquio Neto, em entrevista nesta terça-feira (27/01/2026).

A medida também determinou o afastamento de dois servidores comissionados, sendo:

  • Um lotado no gabinete de Chico 2000
  • Outro vinculado ao gabinete do vereador Mario Nadaf (PV)

O afastamento ocorre no contexto da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares, envolvendo:

  • Recursos do Município de Cuiabá
  • A Câmara Municipal
  • A Secretaria Municipal de Esportes

Segundo o procurador, a Câmara não é alvo direto da investigação, sendo incluída de forma indireta no cumprimento de mandados judiciais.

As diligências policiais foram restritas ao gabinete do vereador investigado e a setores específicos da Câmara, especialmente o setor de informática, para coleta de:

  • Registros de frequência
  • Dados de entrada e saída de pessoas em períodos determinados

A Procuradoria afirmou que a Câmara está colaborando integralmente com as autoridades.

De acordo com Eustáquio Neto, o afastamento é de natureza cautelar, e a manutenção da remuneração segue entendimento adotado em decisões judiciais anteriores em Mato Grosso, até eventual nova ordem judicial.

A Câmara confirmou que cumprirá imediatamente a decisão judicial, suspendendo o exercício das funções dos servidores citados, sem emitir juízo de valor sobre o mérito da investigação.

Possível convocação de suplente

Sobre a convocação de suplente, o procurador afirmou que o tema ainda será analisado pela presidência da Câmara, atualmente sob comando da vereadora Paula Calil (PL), respeitando os prazos legais.

Esta é a segunda vez que Chico 2000 é afastado por decisão judicial. Em 2025, ele ficou cerca de quatro meses fora do cargo, retornando em setembro.

O vereador também foi alvo da Operação Perfídia, deflagrada em abril, na qual ele e o vereador Joelson foram investigados por suspeita de receber R$ 250 mil em propina para votar favoravelmente a um projeto que beneficiaria a empresa HB20 Construções Eireli, responsável por obras do Contorno Leste, orçadas em cerca de R$ 125 milhões.

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