Cuiabá (MT) — O ex-governador e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), negou publicamente as declarações do senador Jayme Campos (União Brasil) sobre uma suposta dívida do grupo Amaggi com o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).
Jayme Campos havia afirmado que o grupo empresarial teria uma dívida estimada em R$ 2 bilhões com o Estado de Mato Grosso, sustentada por uma liminar judicial que permitiria o não pagamento do tributo.
Blairo classificou as afirmações como:
- “Totalmente improcedentes”
- Sem respaldo em decisões judiciais válidas
Ele afirmou que não existe liminar que isente o grupo Amaggi do pagamento do Fethab e lançou um desafio público:
Pagará R$ 100 mil a quem apresentar a suposta liminar citada por Jayme Campos.
Maggi declarou que qualquer cidadão pode verificar:
- O sistema da Justiça Estadual de Mato Grosso, para checar a existência de liminar
- Os registros da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), que mostram o histórico de recolhimento do Fethab pelo grupo Amaggi
Segundo ele, não há comprovação de inadimplência.
O ex-governador afirmou ter ficado surpreso com as acusações, destacando que sempre manteve:
- Respeito pessoal por Jayme Campos
- Boa relação com a família Campos
Ele classificou as falas como um “ataque injustificado”.
Blairo Maggi reforçou que:
- Está fora da política há cerca de sete anos
- Já exerceu os cargos de:
- Governador de Mato Grosso (2003–2010)
- Senador (2011–2017)
- Ministro da Agricultura (2016–2019)
- Não pretende disputar novas eleições, limitando sua atuação política ao papel de eleitor
Para o pleito de 2026, Blairo declarou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta (Podemos), apontado como pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, o que ocorre em meio ao clima de pré-campanha envolvendo Jayme Campos.
A controvérsia surgiu após entrevistas concedidas por Jayme Campos, nas quais o senador afirmou que:
- Grandes produtores rurais estariam usando liminares para não pagar o Fethab
- A cobrança desses valores poderia gerar recursos suficientes para quitar passivos do Estado, como a RGA de servidores públicos
Blairo negou todas as alegações e afirmou que não há qualquer dívida bilionária pendente.





