O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) confirmou que servidores do Poder Judiciário do estado receberão um reajuste de 5,4% em seus vencimentos por meio de uma folha complementar relativa ao mês de janeiro de 2026, com pagamento programado para próxima semana.
A Revisão Geral Anual (RGA) de 5,4% foi confirmada pelo tribunal na última sexta-feira (30) e representa um índice superior ao originalmente proposto pelo Governo do Estado.
Inicialmente, a proposta de reajuste encaminhada pelo Poder Executivo previa um percentual de 4,26%. Porém, após rodadas de diálogo entre o governador Mauro Mendes e parlamentares da base governista, o índice foi elevado para 5,4%, atendendo a pleitos dos servidores sobre as perdas inflacionárias acumuladas nos últimos anos.
Entre os argumentos que motivaram o aumento estava a defasagem salarial acumulada principalmente entre 2020 e 2021, período em que não houve recomposição por conta das restrições impostas pela pandemia e da vigência da Lei Complementar Federal nº 173/2020.
Um ponto destacado na negociação é que o índice aprovado supera a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso significa que, além de repor perdas, o reajuste proporciona um ganho real — ainda que modesto — frente ao atual custo de vida.
O presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, ressaltou que o percentual foi definido considerando as reivindicações dos servidores e a necessidade de valorização da categoria, ao mesmo tempo em que se equilibra a gestão das contas públicas.
Com o pagamento da RGA de 5,4% em folha complementar, milhares de servidores públicos da Justiça estadual terão seus vencimentos reajustados, beneficiando categorias do judiciário em todo o estado.
O TJMT ressaltou que a medida faz parte das ações de valorização do funcionalismo, em conjunto com o diálogo entre os poderes e o Legislativo para assegurar a recomposição salarial em linha com as perdas inflacionárias recentes.





