A esposa do advogado Gaylussac Dantas Araújo, Juliana Magalhães, ingressou com ação contra o Estado de Mato Grosso pedindo indenização de R$ 1 milhão por danos morais após a residência do casal ser alvo de duas operações de busca e apreensão no contexto da Operação Office Crime. O processo tramita na 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá e inclui pedido de justiça gratuita.
Conforme a petição, Juliana sustenta ter sofrido abalo psicológico e exposição pública indevida no curso da investigação do homicídio do advogado Renato Gomes Nery. A primeira diligência ocorreu em novembro de 2024 e a segunda em fevereiro de 2025. No relato, ela afirma que, na primeira busca, estava grávida e acompanhada da filha de 3 anos quando os policiais entraram armados no imóvel.
A autora também aponta desproporcionalidade nas ações e afirma que itens pessoais, incluindo o celular do marido, permaneceram sob custódia do Estado por 11 meses. Segundo a ação, durante todo o período o casal não foi formalmente indiciado nem chamado para prestar esclarecimentos, e a Polícia Civil teria indicado outros suspeitos ao final da apuração, sem vincular a família ao caso.
Ainda de acordo com a reportagem, Juliana afirma que a repercussão associou o nome do advogado a um suposto “escritório do crime” e à existência de “barras de ouro”, o que teria atingido a honra e a reputação da família.
A matéria relata que a Terceira Câmara Criminal do TJMT determinou a devolução dos bens apreendidos, e o relator, desembargador Gilberto Giraldelli, apontou que a manutenção prolongada dos itens, sem perícia ou oferecimento de denúncia, violou o princípio da duração razoável do processo.
Em manifestação pública mencionada no texto, Gaylussac Dantas Araújo afirmou que a operação teria promovido uma “devassa” em sua vida por causa de o escritório funcionar no mesmo endereço que foi alvo das buscas.







