A deputada federal Gisela Simona (União Brasil) defendeu a expulsão do vereador Luciano Demazzi (União Brasil), de Aripuanã, após ofensas dirigidas à prefeita Seluir Peixer Reghin (União Brasil). Segundo a parlamentar, o partido já instaurou uma comissão de ética para apurar o caso e avaliar eventual punição disciplinar.
A declaração foi feita na manhã de segunda-feira (23), durante evento de lançamento da obra da Praça do Jacarandá, em Várzea Grande. Na ocasião, Gisela afirmou que o União Brasil precisa dar exemplo dentro da própria estrutura partidária no enfrentamento à violência política de gênero.
De acordo com a deputada, o processo disciplinar interno pode durar cerca de 45 dias e seguirá etapas como notificação do vereador, prazo para apresentação de defesa (entre 10 e 15 dias) e, na sequência, análise e deliberação da comissão de ética, que poderá recomendar desde sanções internas até a expulsão.
Gisela Simona, que integra a executiva estadual do União Brasil Mulher, afirmou que o partido reconhece a legitimidade da atuação fiscalizadora de parlamentares municipais, mas defendeu que críticas políticas não podem ultrapassar o limite e atingir a condição de mulher da gestora.
Segundo a deputada, no caso de Aripuanã, houve referências à vida conjugal da prefeita, o que, na avaliação dela, é incompatível com o debate público e com o respeito institucional. Ela também declarou que mulheres em cargos públicos devem ser avaliadas pela competência e pelo desempenho administrativo, e não por aspectos da vida pessoal.
A parlamentar ainda citou outro episódio envolvendo o vereador Gilson da Agricultura (União), de Pedra Preta, para afirmar que o partido já vem adotando postura de apuração em casos semelhantes.







