A Justiça manteve suspensas as atividades de três faculdades de Cuiabá investigadas por envolvimento em um esquema de fraude documental. A decisão atinge a Polieduca, a Faculdade Poliensino e a MC Educacional, que seguem impedidas de retomar o funcionamento.
O pedido para reabertura das instituições foi negado pela juíza Alethea Assunção Santos, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Com isso, permanece em vigor a medida cautelar que impede a continuidade das atividades econômicas ligadas às unidades de ensino.
As três instituições são citadas em investigação relacionada à Operação Zircônia, que apura a atuação de um grupo suspeito de envolvimento em falsificação de diplomas, históricos escolares e outros documentos acadêmicos. O caso ganhou repercussão por atingir o setor educacional e levantar suspeitas sobre a oferta irregular de cursos superiores.
Segundo a apuração, o grupo investigado teria utilizado estruturas educacionais para emissão de documentos sem validade regular, o que levou ao avanço das medidas judiciais e ao fechamento das unidades ainda em 2021. Mesmo com o andamento do processo ao longo dos anos, a Justiça entendeu que não há, neste momento, justificativa para autorizar a retomada das atividades.
A manutenção da suspensão reforça o entendimento de que os riscos e fundamentos que motivaram a medida inicial continuam presentes. O caso segue no âmbito judicial e continua ligado às apurações sobre possíveis crimes como falsidade documental, estelionato e atuação irregular no ensino superior.
A decisão mantém o impasse para alunos e envolvidos nas instituições, enquanto o processo prossegue com análise dos desdobramentos criminais e administrativos do caso.






