A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta quarta-feira, 4 de março, a Operação Smoke para investigar um grupo suspeito de explorar influência no Judiciário estadual. A apuração mira dois advogados e um bacharel em Direito, apontados como responsáveis por abordar familiares de presos e prometer decisões judiciais favoráveis mediante pagamento.
Ao todo, foram cumpridas 15 ordens judiciais em Cuiabá. Entre as medidas estão mandados de busca e apreensão, cautelares diversas da prisão e determinações de afastamento de sigilos bancário, fiscal e telemático.
Segundo a investigação, os suspeitos ofereciam a possibilidade de “resolver” processos criminais ou obter benefícios para reeducandos, cobrando valores altos sob a alegação de que teriam acesso a pessoas com influência sobre decisões judiciais. As vítimas seriam, em sua maioria, familiares de detentos, convencidos a pagar quantias elevadas na expectativa de conseguir resultados favoráveis nos processos.
A apuração trata, neste momento, de suspeitas de exploração de prestígio e associação criminosa. Durante o cumprimento das medidas, a Ordem dos Advogados do Brasil acompanhou as diligências relacionadas aos profissionais da advocacia, em razão das prerrogativas legais da categoria.
O caso segue sob investigação para apurar a extensão do esquema, a movimentação financeira envolvida e a eventual participação de outras pessoas. Até o momento, a operação representa um novo avanço das autoridades sobre suspeitas de uso indevido da imagem e da influência atribuída ao sistema de Justiça para obtenção de dinheiro.






