Auditoria aponta pagamento de R$ 7,2 milhões por UTIs não utilizadas em Nova Mutum durante a pandemia

Foto: Assessoria

Uma auditoria da Controladoria-Geral do Estado de Mato Grosso revelou que a Prefeitura de Nova Mutum pagou R$ 7,2 milhões por leitos de Unidade de Terapia Intensiva contratados durante a pandemia de Covid-19, mas que não chegaram a ser utilizados pelo município.

Segundo a apuração, os contratos foram firmados em 2020 com o Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, para garantir retaguarda hospitalar a pacientes de Nova Mutum em meio ao avanço da crise sanitária. No entanto, mesmo com os pagamentos efetuados, os leitos não teriam sido efetivamente ocupados por moradores encaminhados pela prefeitura.

O relatório da auditoria indica que a contratação assegurava a disponibilidade de 20 leitos de UTI exclusivos para o município. Ainda assim, a estrutura permaneceu sem uso, o que levantou questionamentos sobre a necessidade da despesa e sobre a condução administrativa do contrato.

A análise técnica aponta possível prejuízo aos cofres públicos e coloca em debate a eficiência da gestão dos recursos aplicados durante a pandemia, período em que prefeituras de todo o país adotaram medidas emergenciais para ampliar a capacidade de atendimento hospitalar.

Conforme a reportagem, o caso foi encaminhado aos órgãos de controle para avaliação de eventuais responsabilidades administrativas decorrentes da contratação e dos pagamentos realizados.

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