Governo Lula acelera liberação de emendas e bate recorde no 1º trimestre de 2026

Foto: Evaristo Sá/AFP

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou a execução de emendas parlamentares e alcançou, no primeiro trimestre de 2026, o maior volume de empenhos para o período desde o início do atual mandato. Dados orçamentários indicam que foram empenhados R$ 539,4 milhões entre janeiro e março, superando com folga os registros de 2024 e 2023.

A movimentação também aparece na fase de pagamento. Até 9 de fevereiro, o governo já havia quitado R$ 1,7 bilhão em emendas, no maior patamar da série histórica para o começo do ano. Segundo os dados divulgados, os valores pagos são referentes a restos a pagar, ou seja, recursos de emendas apresentadas em exercícios anteriores e executadas agora.

O avanço na liberação ocorre em um cenário de tensão política entre o Planalto e o Congresso. A antecipação dos recursos é interpretada como uma tentativa de reduzir o desgaste com deputados e senadores, especialmente em um ano marcado por articulações eleitorais e cobranças por maior execução orçamentária nas bases parlamentares.

Outro fator que ajuda a explicar o ritmo mais acelerado é a legislação vigente para 2026. As regras orçamentárias estabelecem maior concentração das emendas no primeiro semestre, o que empurra o Executivo a antecipar empenhos e pagamentos antes do período eleitoral avançar.

No recorte por partidos, o PSD aparece na frente em valores empenhados, seguido por União Brasil, PL e PT. Já entre os parlamentares, nomes como o deputado Padovani e o senador Rodrigo Pacheco figuram entre os principais beneficiados no início do ano.

Para 2026, a Lei Orçamentária prevê cerca de R$ 49,9 bilhões em emendas, enquanto outra estimativa citada nas reportagens menciona R$ 61 bilhões destinados ao pagamento desse tipo de despesa ao longo do ano, diferença que decorre do uso de critérios distintos entre previsão orçamentária e execução financeira.

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