Dupla é presa com peixes ilegais e aves silvestres em Várzea Grande

Foto: Reprodução

Dois homens foram presos na quinta-feira, 7 de maio de 2026, suspeitos de envolvimento com pesca predatória e crimes contra animais silvestres em Várzea Grande.

A ação foi realizada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente, a Dema, às margens do Rio Cuiabá, na região do Engordador, após denúncias de pesca clandestina no local.

De acordo com a Polícia Civil, os investigadores passaram a monitorar a região e identificaram embarcações utilizadas pelos suspeitos. Em uma primeira campana, os policiais flagraram três canoas ocupadas por homens usando redes de pesca, equipamento proibido pela legislação ambiental. Ao perceberem a aproximação da equipe, os suspeitos fugiram e abandonaram parte do material.

Na ocasião, os investigadores apreenderam uma rede de pesca predatória e localizaram um acesso escondido na mata ciliar, usado para ocultar embarcações.

Durante uma nova ação no local monitorado, os policiais flagraram dois suspeitos utilizando uma extensa rede de pesca no Rio Cuiabá. Segundo a Dema, os homens tentaram fugir pulando no rio e correndo em direção à mata, mas foram perseguidos e presos.

Com os suspeitos, foram apreendidos peixes de espécies proibidas e exemplares abaixo do tamanho permitido pela legislação ambiental, entre eles piraputanga, pacu, pacupeva e cabeça de jaú.

Durante as diligências, os policiais também apreenderam nove canoas, três motores do tipo “rabeta” e várias redes utilizadas na atividade ilegal. Uma das redes tinha mais de 120 metros e continha 11 peixes capturados.

As equipes ainda foram até as residências dos investigados, onde encontraram aves silvestres mantidas irregularmente em gaiolas. Algumas estavam sem alimentação adequada.

Ao todo, foram apreendidas sete aves silvestres e duas aves exóticas mantidas em cativeiro. Na casa de um dos suspeitos, os policiais também localizaram exemplares de piraputanga armazenados.

Todo o material apreendido foi encaminhado à Delegacia Especializada do Meio Ambiente. Os suspeitos foram ouvidos pelo delegado Guilherme Pompeo e autuados por pesca predatória e crimes contra animais silvestres.

A Polícia Civil informou que foi arbitrada fiança aos investigados, mas o valor não foi pago. Com isso, os dois seguem à disposição da Justiça.

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