O ex-secretário de Saúde de Campo Novo do Parecis, Dalmo Henrique Thomazzi, foi um dos alvos da Operação Silêncio Comprado, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso para apurar um suposto esquema de corrupção ligado à gestão do Hospital Municipal Euclides Horst.
Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na residência do ex-secretário. Até a publicação da reportagem, não havia informações sobre o que foi recolhido no local.
Dalmo atuou como secretário municipal de Saúde durante a gestão do ex-prefeito Rafael Machado, atualmente filiado ao Progressistas.
A operação investiga suspeitas de tentativa de interferência nos trabalhos de uma Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada para apurar possíveis irregularidades na gestão do hospital municipal.
A CPI foi criada após a morte da arquiteta e urbanista Larissa Pompermayer Ramos, de 29 anos, que estava gestante. O caso ocorreu em novembro de 2025 e gerou questionamentos de familiares sobre a estrutura da unidade hospitalar e a prestação dos serviços oferecidos.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção, a Deccor, e começaram após denúncia encaminhada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A denúncia apontava uma suposta oferta de vantagem indevida para influenciar os trabalhos da CPI.
Além dessa suspeita, a Polícia Civil apura possíveis irregularidades na execução de contratos de gestão do hospital. Entre os fatos investigados estão pagamentos por serviços supostamente não prestados, emissão de notas fiscais fraudulentas ou ideologicamente falsas, movimentação irregular de recursos públicos e possível desvio de valores vinculados à administração da unidade.
Segundo a investigação, há indícios, em tese, de crimes contra a Administração Pública, especialmente corrupção ativa. Outros delitos ainda poderão ser identificados no decorrer das diligências.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo de Tangará da Serra. Entre as medidas estão mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de valores, medidas cautelares diversas da prisão e quebras de sigilo telefônico e telemático.
Os mandados foram cumpridos em Campo Novo do Parecis, Arenápolis e nas cidades paulistas de Barueri e Cotia. O objetivo da operação é coletar provas, identificar a extensão dos fatos investigados e preservar o patrimônio público.






