Supermercado é alvo de investigação por suspeita de lavar dinheiro do tráfico

Foto: PJC

Um supermercado localizado no município de Cláudia, a 608 quilômetros de Cuiabá, é um dos principais alvos da Operação Fluxo Oculto, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (25).

A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas.

De acordo com a Polícia Civil, o estabelecimento teria sido utilizado por uma facção criminosa para dar aparência de legalidade a valores obtidos com a comercialização de entorpecentes.

A operação é conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado, a Draco, de Sinop, e tem como objetivo desarticular o braço financeiro da organização criminosa.

Ao todo, a Justiça expediu 90 ordens judiciais, entre mandados de prisão, busca e apreensão e outras medidas cautelares.

Também foi determinado o bloqueio de R$ 9,3 milhões em ativos financeiros dos investigados.

Segundo as investigações, o grupo utilizava empresas formalmente constituídas para ocultar a origem dos valores. Entre elas está o supermercado investigado, que seria usado para movimentar dinheiro do tráfico e inserir os recursos no sistema financeiro formal.

A Polícia Civil também aponta que parte do dinheiro arrecadado com a venda de drogas em Mato Grosso era enviada ao Rio de Janeiro, indicando uma estrutura interestadual de movimentação financeira da facção.

Ao todo, 31 pessoas físicas e duas empresas são investigadas por suspeita de envolvimento no esquema. Entre os alvos estão três apontados como lideranças da organização criminosa.

A Operação Fluxo Oculto é a terceira fase de uma investigação iniciada em 2025, após a prisão em flagrante de dois integrantes da facção em Cláudia.

Em março, durante a Operação Aurora Fronteiriça, a Draco apreendeu 525 quilos de cocaína e pasta base de cocaína atribuídos ao mesmo grupo.

Já em maio, na segunda fase da investigação, chamada Operação Vinculum Sanguinis, foram apreendidos 25 quilos de pasta base, R$ 169 mil em dinheiro e sequestrados judicialmente mais de R$ 3 milhões em bens e valores.

As investigações continuam com a análise dos materiais apreendidos e das informações obtidas durante o cumprimento das medidas judiciais.

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