iFood pede investigação sobre avanço de rivais chinesas no Brasil

Foto: Ilustração

A disputa no mercado brasileiro de delivery chegou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade.

O iFood pediu que o órgão acompanhe de perto a atuação de concorrentes como 99Food e Keeta no Brasil.

Em manifestação protocolada na sexta-feira (26), a empresa alegou haver indícios de práticas predatórias financiadas por grupos estrangeiros com grande capacidade financeira.

Segundo o iFood, rivais estariam usando subsídios agressivos, promoções massivas e preços abaixo do custo para acelerar a conquista de mercado e enfraquecer concorrentes.

A empresa cita como exemplos estratégias como frete grátis, cupons, comissões zeradas e bônus elevados para consumidores, restaurantes e entregadores.

A 99Food é ligada à chinesa DiDi, enquanto a Keeta é o braço internacional da Meituan, também da China.

Na avaliação do iFood, esses grupos possuem forte capacidade financeira para sustentar prejuízos por longos períodos enquanto ampliam presença no mercado brasileiro.

A manifestação também cita experiências internacionais analisadas pelo próprio Cade, em que plataformas de delivery apoiadas por grandes volumes de capital teriam adotado estratégias agressivas para conquistar espaço.

O documento menciona casos em países da Ásia e do Oriente Médio, onde disputas marcadas por forte concessão de subsídios teriam pressionado concorrentes e levado plataformas a encerrar operações.

Apesar de reconhecer que a entrada de novos competidores pode trazer benefícios ao consumidor e ampliar a concorrência, o iFood defende que o Cade atue preventivamente.

A empresa argumenta que subsídios excessivos podem ser usados como ferramenta para eliminar rivais e concentrar o mercado no futuro.

Ao final, o iFood pede que a Superintendência-Geral do Cade e o Departamento de Estudos Econômicos aprofundem a análise sobre custos, preços e modelos de financiamento das plataformas que atuam no país.

O objetivo é identificar eventuais sinais de práticas anticoncorrenciais antes que possam provocar danos permanentes ao mercado brasileiro de delivery.

Compartilhe :

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *