“Tenho moral para falar de direita”, diz Neri ao rebater críticas por ter sido ministro de Dilma

Foto: Rede Social Instagram

O pré-candidato a deputado federal por Mato Grosso, Neri Geller, do Podemos, rebateu críticas recebidas após afirmar que integra o campo da direita.

As declarações foram dadas na segunda-feira (29), durante entrevista à imprensa.

Neri foi questionado sobre críticas feitas por um vereador de Cuiabá, que apontou contradição na tentativa de aproximação com o eleitorado conservador, já que o ex-ministro integrou o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Ao responder, Geller afirmou ter orgulho de sua passagem pelo Ministério da Agricultura e disse que realizou uma gestão de resultados.

Segundo ele, durante o período em que comandou a pasta, foram desenvolvidos programas de financiamento, garantia de preço mínimo e ações que ajudaram a consolidar a segunda safra de milho e abrir caminho para investimentos em usinas de etanol.

Neri também afirmou que contribuiu com pautas importantes durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo sem ter ocupado cargo ministerial na gestão.

Entre os temas citados por ele estão a Lei da Liberdade Econômica, mudanças na legislação de defensivos agrícolas, o marco do licenciamento ambiental, a criação do Fiagro e projetos de infraestrutura ferroviária para Mato Grosso.

O pré-candidato declarou que sua atuação sempre buscou diálogo e construção de maioria, sem se limitar a ataques políticos nas redes sociais.

Questionado sobre sua posição ideológica, Neri afirmou que se considera um político de centro-direita.

Ele também disse apoiar programas sociais como Minha Casa, Minha Vida, Fies e Prouni.

Na área agrária, declarou ser favorável à reforma agrária, mas contrário a invasões ilegais de terra.

Neri afirmou ainda que não pretende esconder sua trajetória política e que manter diálogo com diferentes correntes ideológicas sempre fez parte de sua atuação pública.

O ex-ministro disputará uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026 pelo Podemos, partido ao qual se filiou após deixar o Republicanos.

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