O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes (União), se manifestou sobre a Operação Gomorra e afirmou que a própria gestão municipal foi responsável por iniciar a apuração das possíveis irregularidades investigadas pelo Ministério Público de Mato Grosso.
O pronunciamento foi feito em vídeo publicado nas redes sociais na quarta-feira, 8 de julho, oito dias após a deflagração da segunda fase da operação.
Segundo Alexandre, a Prefeitura determinou há mais de um ano uma auditoria, por meio da Controladoria Interna do Município, em contratos relacionados à gestão da frota e ao abastecimento de combustíveis.
Conforme o prefeito, após a conclusão dos trabalhos, o relatório foi encaminhado ao Ministério Público para adoção das providências cabíveis.
No vídeo, o gestor afirmou que decidiu se pronunciar em respeito à população de Campo Verde, diante da repercussão do caso. Segundo ele, parte das informações divulgadas não teria destacado que a investigação teve origem em uma medida adotada pela própria administração municipal.
Alexandre Lopes também disse que a Prefeitura instaurou processos administrativos para apurar responsabilidades, corrigir falhas e aperfeiçoar os mecanismos de controle interno.
De acordo com o prefeito, quando assumiu a administração municipal, o controle do abastecimento ainda era feito de forma manual, por meio de blocos de papel. Ele afirmou que a gestão implantou um sistema informatizado, levantou o histórico de consumo de combustíveis de anos anteriores e identificou um déficit acumulado ao longo do tempo.
Durante o pronunciamento, Alexandre questionou o motivo de ser investigado, afirmando que foi justamente sua gestão que identificou indícios de irregularidades, determinou auditoria, encaminhou o relatório aos órgãos de controle e adotou medidas administrativas.
O prefeito também declarou que sua participação no caso se limitou à assinatura de uma ata de registro de preços, que, segundo ele, teve parecer favorável da Procuradoria Jurídica do Município.
Ainda conforme Alexandre, mais de 100 prefeituras também aderiram à mesma ata de registro de preços.
A segunda fase da Operação Gomorra foi deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso no dia 1º de julho, por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária Criminal (Naco Criminal). A investigação apura supostas fraudes em processos licitatórios e na execução de contratos firmados com a administração pública.
As diligências ocorreram em Cuiabá e Campo Verde, com apoio da Polícia Civil, da Controladoria-Geral do Estado e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado.
Por determinação da Justiça, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, quebra de sigilos telemático e fiscal, afastamento de servidores públicos e indisponibilidade de bens de investigados, entre agentes públicos e particulares.
Em Campo Verde, as diligências ocorreram na sede da Prefeitura e nas residências de servidores investigados.
Ao final do pronunciamento, Alexandre Lopes afirmou que continuará colaborando com as investigações e disse confiar no esclarecimento dos fatos.





