Apontado como líder de facção, “Dono da Quebrada” passará por perícia médica

Foto: Reprodução

A Justiça de Mato Grosso determinou a continuidade da perícia médica de Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, conhecido pelos apelidos de “Véio” e “Dono da Quebrada”.

O exame está marcado para esta terça-feira (4) e integra uma ação penal que apura suspeitas de tráfico de drogas, exploração de jogos ilegais e lavagem de dinheiro.

A decisão foi proferida na sexta-feira (31) pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

O resultado da avaliação poderá influenciar os próximos atos e o andamento do processo.

Ministério Público poderá acompanhar exame

Além de manter a realização da perícia, o magistrado intimou o Ministério Público para apresentar perguntas complementares aos peritos.

O órgão também poderá indicar um assistente técnico para acompanhar a avaliação médica do investigado.

A publicação consultada não detalha qual condição de saúde será examinada nem informa quais pontos específicos deverão ser esclarecidos pela perícia.

Investigado é apontado como liderança

Sebastião Lauze é apontado pelas autoridades como uma das lideranças de uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho em Cuiabá.

Conforme os autos, ele teria exercido influência sobre atividades criminosas nas regiões dos bairros Osmar Cabral e Jardim Liberdade.

A investigação atribui ao grupo atuação no tráfico de drogas, na exploração de jogos ilegais e na movimentação e ocultação de recursos provenientes de atividades ilícitas.

As acusações ainda estão sendo analisadas judicialmente e não representam condenação definitiva.

Prisões preventivas foram mantidas

Na mesma decisão, o juiz negou pedidos apresentados pelas defesas de Ozia Rodrigues e Weberton Pedro da Silva para revogar as prisões preventivas.

Os advogados argumentaram que o encerramento da fase de instrução, período em que são produzidas e colhidas as provas, afastaria a necessidade da manutenção das prisões.

O magistrado, entretanto, entendeu que o fim dessa etapa não eliminou os motivos que fundamentaram as medidas cautelares.

Segundo a decisão, os elementos reunidos apontam a possível existência de uma estrutura criminosa organizada, com atuação em atividades ilegais e movimentações financeiras suspeitas.

Tornozeleira deverá ser instalada em caso de soltura

O juiz também analisou a situação de Dayney Aparecido da Costa.

Ele havia sido beneficiado anteriormente com monitoramento eletrônico, mas não compareceu para a instalação da tornozeleira.

A Justiça verificou, porém, que o investigado continua preso em razão de outros quatro mandados de prisão em vigor.

Por isso, a ordem de monitoramento eletrônico foi mantida e deverá ser cumprida caso ele obtenha liberdade nos demais processos.

Os investigados continuam submetidos às medidas cautelares enquanto a ação penal avança para as próximas fases.

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