Governo de Mato Grosso – Combate às queimadas

Impacto Geral

Defesa de coronel cita suspeitas de venda de sentenças antes de novo júri do caso Zampieri

Foto: Reprodução/VG Notícias

A defesa do coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas afirmou, nesta terça-feira (29), que pretende abordar suspeitas relacionadas à venda de decisões judiciais durante o novo julgamento dos acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri.

Caçadini está no banco dos réus ao lado de Antônio Gomes da Silva e Hedilerson Fialho Martins Barbosa. Os três permanecem presos e são acusados pelo Ministério Público de Mato Grosso de participação no assassinato ocorrido em dezembro de 2023, em Cuiabá.

Antes do início da sessão no Fórum da Capital, os advogados Silvio Eduardo Polidoro e Sarah Quinetti criticaram a condução do caso e defenderam a inocência do coronel.

Polidoro afirmou que, na avaliação da defesa, o processo estaria relacionado a suspeitas de venda de decisões judiciais. A declaração é uma tese apresentada pelos advogados e não representa conclusão judicial sobre a causa do homicídio.

Defesa pede absolvição de Caçadini

Sarah Quinetti afirmou que a estratégia será demonstrar aos jurados que Caçadini não participou do crime.

A advogada destacou que o militar tem 70 anos, permanece preso e, segundo ela, colaborou com a Justiça durante o andamento do processo.

A defesa também afirmou que pretende concluir o julgamento nesta terça-feira e buscar a absolvição e a liberdade do coronel.

Celular de Zampieri originou outras investigações

As referências feitas pela defesa ocorrem em meio a investigações distintas que surgiram após a análise do celular de Roberto Zampieri.

Mensagens encontradas no aparelho passaram a ser examinadas por órgãos como Conselho Nacional de Justiça, Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República em apurações sobre possíveis esquemas de venda de decisões judiciais envolvendo integrantes e intermediários do Judiciário.

O CNJ já instaurou procedimentos disciplinares relacionados a essas suspeitas, enquanto outras investigações permanecem em andamento.

A existência dessas apurações, entretanto, não comprova automaticamente vínculo entre o suposto esquema de venda de decisões e o homicídio de Zampieri. Essa relação, defendida ou levantada pelas partes, precisa ser analisada a partir das provas apresentadas no processo criminal.

Ministério Público aponta funções distintas aos três réus

Segundo a acusação, Antônio Gomes da Silva teria sido o responsável pelos disparos que mataram Roberto Zampieri.

Hedilerson Fialho Martins Barbosa é apontado como intermediário do assassinato e teria participado da contratação do executor e do fornecimento da arma.

Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é acusado pelo Ministério Público de ter financiado o crime.

Os réus respondem por homicídio qualificado. As acusações serão avaliadas pelos jurados, que decidirão sobre a responsabilidade penal de cada um.

Júri anterior foi interrompido

Roberto Zampieri foi assassinado em 5 de dezembro de 2023, quando estava em seu veículo em frente ao escritório, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.

O primeiro Tribunal do Júri começou em 28 de julho deste ano. Seis testemunhas chegaram a ser ouvidas.

No dia seguinte, porém, um dos jurados apresentou problemas de saúde. O Conselho de Sentença foi dissolvido e o julgamento precisou ser remarcado.

Com isso, o novo júri iniciado nesta terça-feira precisa repetir as etapas do julgamento antes de os jurados decidirem pela condenação ou absolvição dos acusados.

Compartilhe :

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *