O irmão do professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, encontrado morto após 12 dias desaparecido em Várzea Grande, veio a público nesta sexta-feira (9) para rebater a versão de que uma suposta chantagem teria sido a motivação para o crime.
Em publicações nas redes sociais, Bruno, irmão da vítima, demonstrou indignação com informações que passaram a circular após a prisão de Elias Samuel Delgado da Silva, conhecido como Elias Bigode, investigado por envolvimento na morte do professor.
Bruno afirmou considerar falsas algumas das versões divulgadas e disse enxergar uma tentativa de transferir para Breno a responsabilidade pela própria morte.
Segundo ele, o irmão não teria exposto alguém sem razão e a hipótese de chantagem, por si só, não explicaria o assassinato.
“É muito triste ver tantas mentiras sendo divulgadas. E ver que esse rapaz tenta colocar a culpa nele de toda forma”, escreveu.
O irmão também afirmou que pretende acompanhar o caso até o fim e que continuará contestando informações que considerar falsas.
Suspeito apresentou versão de chantagem
A manifestação da família ocorreu depois que Elias afirmou à Polícia Civil que Breno teria ameaçado revelar supostas traições conjugais à esposa dele.
Segundo a versão apresentada pelo investigado, ele teria feito pagamentos ao professor para evitar a divulgação dessas informações.
A Polícia Civil, no entanto, ressalta que essa versão ainda precisa ser confrontada com as provas já reunidas e com outros elementos que seguem sendo analisados.
Até o momento, não há confirmação oficial de que uma suposta chantagem tenha sido efetivamente a motivação do homicídio.
Polícia identifica outros suspeitos
Elias foi preso na quinta-feira (8) e, segundo o delegado Bruno Abreu, confessou envolvimento no crime.
De acordo com a investigação, o serralheiro atribuiu a execução a outras pessoas e apresentou uma narrativa sobre como Breno teria sido levado até o local onde posteriormente foi encontrado morto.
A Polícia Civil confirmou nesta sexta-feira que outros possíveis envolvidos já foram identificados.
Os nomes e a quantidade de investigados não foram divulgados para preservar as diligências.
Os investigadores também analisam celulares, mensagens, deslocamentos e a possível participação de outras pessoas antes e depois da morte do professor.
Corpo foi encontrado após 12 dias
Breno desapareceu em Várzea Grande e permaneceu 12 dias sem ser localizado.
O corpo foi encontrado na quinta-feira (8), na região do Capão Grande, após o avanço das investigações e a prisão do principal investigado até o momento.
A DHPP continua apurando a dinâmica do crime, a motivação e a responsabilidade individual de cada suspeito.
As versões apresentadas pelo investigado e pela família são divergentes e ainda serão confrontadas com provas técnicas e periciais antes de qualquer conclusão definitiva sobre o que motivou o assassinato.






