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Adolescente indígena de 15 anos é vítima de violência sexual coletiva no Amazonas; dois suspeitos estão presos

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Uma adolescente indígena de 15 anos foi vítima de violência sexual coletiva na comunidade Catitu, localizada na zona rural de Itamarati, no interior do Amazonas.

Segundo informações divulgadas nesta terça-feira (20), cinco homens são investigados pelo crime. Dois deles já foram presos e outros três permanecem procurados pelas autoridades.

O caso ocorreu em setembro, mas ganhou maior repercussão depois que gravações feitas durante o crime passaram a circular em grupos de mensagens.

Por envolver uma adolescente, a identidade da vítima será preservada.

Crime foi gravado e imagens circularam

De acordo com a reportagem do Metrópoles, integrantes do grupo registraram a violência em vídeo.

Posteriormente, o material começou a circular em grupos de WhatsApp e chegou a outros estados.

A denúncia às autoridades teria sido feita por uma mulher que teve acesso às gravações, mesmo sem conhecer pessoalmente a adolescente.

A circulação desse tipo de conteúdo também é alvo da investigação.

O Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece punições para a produção, armazenamento e divulgação de material sexual envolvendo crianças ou adolescentes.

Dois investigados estão presos

Cinco homens são apontados como investigados no caso.

Um deles estava preso desde 9 de outubro.

Outro homem, apontado como responsável por registrar parte das imagens, apresentou-se à polícia na segunda-feira (19) e também foi preso.

Os demais suspeitos são procurados.

As responsabilidades individuais de cada investigado ainda deverão ser definidas ao longo da investigação e do processo judicial.

Imagem: Jhonathan Barreto / Impacto Geral

Investigação tenta esclarecer motivação

Segundo a apuração, durante as gravações os envolvidos mencionam que a violência seria uma espécie de “cobrança” contra a adolescente.

Até o momento, porém, não há esclarecimento oficial sobre o significado dessa afirmação ou sobre qual teria sido a motivação do crime.

Esse ponto ainda está sendo investigado pelas autoridades.

Adolescente recebe acompanhamento

A vítima pertence ao povo Kanamari e está recebendo acompanhamento médico e psicológico especializado.

Ela também foi matriculada em uma escola como parte das medidas adotadas após o caso.

Advogadas que acompanham a situação também chamaram atenção para a dificuldade enfrentada por mulheres e adolescentes indígenas no acesso à rede de proteção, especialmente em comunidades afastadas dos grandes centros.

Caso segue sob investigação

O processo envolve apuração de crimes relacionados à violência sexual e à produção e divulgação das gravações.

Por se tratar de uma vítima adolescente, qualquer publicação de imagens, vídeos ou informações capazes de identificá-la deve ser evitada.

O caso permanece sob investigação, enquanto as autoridades trabalham para localizar os demais suspeitos.

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