A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (29) a Operação Tomada de Contas para investigar possíveis irregularidades envolvendo contratos administrativos e pagamentos relacionados ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT).
Mais de 180 policiais federais participam da ação.
Ao todo, são cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
As medidas foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Investigação mira contratos administrativos
Segundo a Polícia Federal, um dos pontos investigados é a suspeita de utilização da suspensão de contratos administrativos como forma de pressionar fornecedores.
Os investigadores também apuram possível tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos.
A PF busca esclarecer se decisões relacionadas a contratos e pagamentos teriam sido usadas para beneficiar determinados interesses.
Pagamentos a empresas estão sob análise
Outro ponto da investigação envolve divergências em pagamentos realizados a empresas.
A Polícia Federal também identificou movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo servidores públicos.
Além disso, os investigadores apuram saques recorrentes em dinheiro vivo.
Segundo a PF, há suspeitas de possíveis relações entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências da instituição.
Justiça autorizou bloqueio de bens e quebra de sigilos
Além das prisões e buscas, o STJ autorizou medidas de afastamento de sigilos e sequestro de bens.
Essas providências deverão permitir que os investigadores aprofundem a análise das movimentações financeiras e patrimoniais dos investigados.
A operação ocorre simultaneamente em três estados.
Crimes ainda estão sob investigação
A Polícia Federal informou que os fatos apurados podem caracterizar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Neste momento, porém, a operação está em fase investigativa.
A existência de mandados de prisão, buscas ou bloqueios patrimoniais não representa condenação dos investigados.
As responsabilidades individuais ainda deverão ser apuradas no decorrer do inquérito.
Operação mobiliza mais de 180 policiais
A dimensão da operação chama atenção pelo número de agentes envolvidos.
Mais de 180 policiais federais foram mobilizados para o cumprimento das ordens judiciais.
O material apreendido durante as buscas deverá passar por análise da Polícia Federal e poderá resultar em novas diligências.
Até o momento, a PF não divulgou oficialmente os nomes de todos os alvos nem detalhou os contratos específicos investigados.
Também não foi localizada, até a publicação desta matéria, manifestação oficial do Tribunal de Contas de Mato Grosso sobre a operação.






