Abílio Brunini apaga vídeo gravado em escola pública após pedido do Ministério Público

Foto: Reprodução/Vídeo

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), excluiu de suas redes sociais o vídeo gravado dentro de uma escola pública que gerou polêmica ao expor estudantes adolescentes. A remoção ocorreu após pedido do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça da Infância e Juventude.

A gravação, feita em agosto na Escola Estadual Alice Fontes Pinheiro, mostrava o prefeito interagindo com alunos durante um evento. Em determinado momento, Abílio fez perguntas e comentários considerados constrangedores, além de abordar temas políticos e questões escolares em tom de provocação.

Ação do Ministério Público

Segundo a promotora Daniele Crema da Rocha de Souza, o vídeo configurava exposição indevida de menores e violava princípios de proteção da infância previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Após a exclusão do material, o procedimento administrativo foi arquivado por perda de objeto, mas o inquérito criminal segue em análise na Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ).

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) foi o autor da representação que motivou a atuação do MPMT. Em nota, ele afirmou:

“Abílio cometeu um crime no ambiente escolar e expôs esses estudantes nas redes sociais. Foi um ato de humilhação pública e precisa ter consequências.”

A exclusão do vídeo ocorreu após ampla repercussão nas redes sociais e críticas de educadores e entidades ligadas à defesa dos direitos da criança e do adolescente.

O caso reacendeu o debate sobre limites da atuação política em ambientes escolares e o uso das redes sociais por agentes públicos, especialmente quando envolve a imagem de menores de idade sem autorização.

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