O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, utilizou as redes sociais para tentar suprir a falta de médicos pediatras na rede pública de saúde do município. Em publicação no Instagram, o gestor recorreu à ferramenta conhecida como “caixinha de perguntas” para pedir indicações e contatos de profissionais interessados em atuar no Centro Médico Infantil (CMI).
A iniciativa chamou atenção pela informalidade e gerou repercussão nas redes, ao evidenciar a dificuldade enfrentada pela Prefeitura para recompor o quadro de pediatras que atende crianças na capital.
Na publicação, Abílio afirmou que o município enfrenta carência de pediatras e pediu ajuda diretamente aos seguidores para localizar profissionais disponíveis para contratação. O prefeito destacou que a demanda é urgente e que a ampliação da equipe é necessária para garantir atendimento adequado às crianças.
Segundo ele, o objetivo foi alcançar o maior número possível de profissionais de forma rápida, utilizando o alcance das redes sociais como ferramenta de comunicação direta.
A escassez de médicos pediatras é um problema recorrente em Cuiabá e em outros municípios do país, afetando especialmente unidades voltadas ao atendimento infantil. No CMI, a falta de profissionais tem impactado o funcionamento pleno dos serviços, aumentando filas e sobrecarregando a equipe existente.
A situação ocorre em meio a um cenário de alta demanda na saúde pública, com dificuldades para contratação e fixação de médicos em unidades do SUS.
A atitude do prefeito dividiu opiniões. Enquanto alguns usuários elogiaram a iniciativa como uma tentativa prática de resolver um problema imediato, outros criticaram o fato de a gestão recorrer às redes sociais para tratar de uma questão estrutural da saúde pública.
Críticos apontam que a contratação de profissionais deveria ocorrer por meio de processos administrativos formais, concursos ou chamamentos públicos, e não por apelos em redes sociais.
A Prefeitura de Cuiabá afirma que tem buscado alternativas para ampliar o atendimento pediátrico, mas enfrenta entraves como limitações orçamentárias, concorrência com a rede privada e dificuldade de atrair profissionais para o serviço público.
O episódio reacende o debate sobre a precarização do atendimento médico, a valorização dos profissionais de saúde e os desafios da gestão municipal para garantir assistência adequada à população infantil.






