A prefeitura de Ipojuca (PE) anunciou nesta segunda-feira uma série de medidas após o episódio de agressão a dois turistas de Mato Grosso ocorrido no último sábado na famosa praia de Porto de Galinhas, no litoral sul de Pernambuco. Entre as ações está a interdição da barraca onde ocorreu a confusão e a intimação de envolvidos para prestar depoimento à Polícia Civil.
A barraca conhecida como Barraca da Maura ficará fechada por uma semana enquanto as investigações seguem em curso. Também foram afastados preventivamente funcionários e trabalhadores identificados como participantes do episódio até a conclusão das apurações.
A agressão teve início após uma discussão entre o casal de turistas — Johnny Andrade e Cleiton Zanatta, empresários naturais de Tangará da Serra — e comerciantes da praia por conta do valor cobrado pelo aluguel de cadeiras. Segundo o relato das vítimas, o preço inicialmente acertado de R$ 50 subiu para R$ 80 sem aviso prévio no momento de acertar a conta, o que motivou o questionamento dos turistas.
Ao se recusarem a pagar o valor maior, os dois teriam sido agredidos fisicamente por vários barraqueiros, com socos, arremesso de cadeiras e outros golpes, conforme vídeos que circulam nas redes sociais e foram tornados públicos após o episódio. As imagens mostram o casal buscando refúgio na caçamba de uma viatura da Guarda Municipal enquanto as agressões continuavam na faixa de areia.
Pelo menos 14 pessoas foram identificadas como envolvidas no episódio e estão sendo intimadas a depor no âmbito do inquérito policial que investiga a agressão como crime de lesão corporal.
A prefeitura informou que acompanha o caso de perto e repudiou qualquer forma de violência ou discriminação. O município também garantiu que reforçará a fiscalização na orla para coibir práticas irregulares, como a chamada “venda casada” de aluguel de cadeiras e guarda-sol condicionada ao consumo de produtos, além de intensificar a atuação da Guarda Municipal e dos órgãos de defesa do consumidor.
O episódio ganhou repercussão nacional e reacende o debate sobre proteção ao turista, ordenamento do comércio em áreas de grande fluxo e a responsabilização de envolvidos em casos de violência física em destinos turísticos.





