Um assessor parlamentar da Câmara Municipal de Cuiabá foi preso na quarta-feira (28) após um conflito com a ex-namorada em um apartamento localizado no Condomínio Paiaguás, na Capital. O caso envolve denúncias de danos materiais, invasão de domicílio e suposta agressão, e segue sob investigação da Polícia Civil.
O suspeito, advogado de 29 anos, acionou a Polícia Militar, alegando que a ex-companheira teria invadido o imóvel e causado destruição em móveis, vidros e objetos pessoais. No local, os policiais constataram sinais de desordem e prejuízos materiais.
Em depoimento, o assessor negou ter agredido a ex-namorada e afirmou que o relacionamento havia terminado. Segundo ele, as discussões entre o casal eram frequentes, motivadas por ciúmes e conflitos pessoais. O suspeito informou ainda que já havia registrado outros boletins de ocorrência contra a mulher, inclusive no mesmo dia, por ameaças, danos materiais e invasão de domicílio.
O homem também relatou que trocou o miolo da fechadura do apartamento e deixou de responder às mensagens da ex-companheira após o fim do relacionamento.
Por outro lado, a ex-namorada, uma servidora pública de 28 anos, afirmou que manteve um relacionamento contínuo entre 2024 e 2025 e que, em alguns períodos, morava no imóvel. Ela alegou que mantinha pertences pessoais no apartamento, incluindo roupas e documentos.
Segundo o relato da mulher, no dia do ocorrido ela tentou conversar sobre o relacionamento, mas durante a discussão teria sido agredida, sofrendo lesão no braço ao tentar se desvencilhar.
A vítima também afirmou que, após ser levada ao trabalho pelo assessor, retornou ao apartamento e encontrou o local trancado devido à troca da fechadura, o que teria motivado o episódio de danos aos objetos.
Diante dos relatos e dos indícios apurados no local, o assessor foi preso na tarde do dia 28. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que deverá analisar os depoimentos das partes, registros anteriores e provas materiais para esclarecer a dinâmica dos fatos.
Em nota, a Câmara Municipal de Cuiabá informou que adotou medidas administrativas para exoneração do servidor.
As autoridades destacam que o caso envolve versões divergentes e que as investigações continuam para definir eventuais responsabilidades criminais.





