Câmara aprova aumento gradual da licença-paternidade para até 20 dias

Foto: Freepik

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que prevê o aumento gradual da licença-paternidade, passando dos atuais 5 dias para até 20 dias. A proposta seguirá agora para análise do Senado Federal.

Como ficará a licença-paternidade

O texto estabelece uma transição ao longo de quatro anos:

  • 10 dias nos dois primeiros anos após a sanção da lei;
  • 15 dias no terceiro ano;
  • 20 dias a partir do quarto ano de vigência.

A remuneração durante o período de afastamento será integral, paga pela empresa ou pela Previdência, conforme a modalidade de vínculo do trabalhador.

O pai poderá fracionar a licença em dois períodos, desde que pelo menos metade seja utilizada imediatamente após o nascimento ou a adoção.
Casos em que a mãe ou o recém-nascido tenham condições especiais de saúde poderão permitir extensão adicional do prazo.

O projeto também estabelece que o trabalhador não poderá ser demitido sem justa causa:

  • durante o período de licença;
  • e até 30 dias após o retorno ao trabalho.

Se houver demissão sem justificativa, a empresa poderá ser obrigada a indenizar o funcionário.

Parlamentares favoráveis afirmam que a ampliação:

  • fortalece o vínculo familiar no período pós-nascimento,
  • favorece a divisão das responsabilidades parentais,
  • e contribui para a saúde emocional da mãe e do bebê.

Já críticos da proposta alertam para:

  • possíveis impactos fiscais,
  • aumento de custos para empresas,
  • e necessidade de planejamento para implementação.

Com a aprovação na Câmara, o projeto segue para o Senado, que poderá:

  • confirmar o texto,
  • modificar trechos,
  • ou rejeitar a proposta.

Se aprovado no Senado, a matéria será enviada ao presidente da República para sanção.

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