Bolsonaro cancela entrevista autorizada por Moraes e alega problemas de saúde

Imagem: Taba Benedicto/Estadão Conteúdo

O ex-presidente Jair Bolsonaro cancelou, nesta semana, uma entrevista que havia sido previamente autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a defesa, o cancelamento ocorreu por motivos de saúde, informados pouco antes do horário previsto para a conversa.

A autorização para a entrevista havia sido concedida após solicitação formal dos advogados de Bolsonaro, que cumprem determinações judiciais relacionadas às restrições impostas no âmbito de processos em tramitação no STF. A liberação previa condições específicas quanto ao formato e aos limites da manifestação pública.

De acordo com a assessoria do ex-presidente, Bolsonaro não teria condições clínicas de conceder a entrevista no momento, em razão de questões médicas que exigem repouso e acompanhamento. O cancelamento foi comunicado à imprensa e às autoridades responsáveis logo após a avaliação de seu estado de saúde.

O ex-chefe do Executivo tem histórico de intercorrências médicas recorrentes, relacionadas principalmente às sequelas das cirurgias realizadas após o atentado sofrido em 2018, o que frequentemente resulta em internações, exames e recomendações médicas de restrição de atividades.

A entrevista havia sido autorizada diretamente pelo ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos que envolvem Bolsonaro no STF. A liberação judicial era necessária devido às medidas cautelares que limitam manifestações públicas do ex-presidente em determinados contextos.

Com o cancelamento, não há, até o momento, nova data confirmada para a realização da entrevista. A defesa informou que eventual remarcação dependerá de avaliação médica futura e de nova comunicação ao Supremo Tribunal Federal.

O episódio gerou repercussão política e jurídica, uma vez que a autorização judicial para entrevistas é incomum e ocorre de forma pontual, diante do contexto processual em que Bolsonaro se encontra. O cancelamento, por sua vez, reacendeu debates sobre o estado de saúde do ex-presidente e os impactos disso em sua agenda pública.

Até o momento, nem o STF nem o ministro Alexandre de Moraes se manifestaram oficialmente sobre o cancelamento, limitando-se às informações já constantes nos autos.

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