CNJ arquiva pedido de investigação contra Dias Toffoli no caso Master

Foto: VG NOTICIAS

Brasília — O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o arquivamento do pedido de investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relacionado ao chamado caso Master, por entender que não tem competência legal para apurar a conduta de ministros da Suprema Corte.

A decisão foi assinada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, após representação protocolada pelo deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS), que alegava possível conflito de interesses envolvendo Toffoli em processos ligados ao Banco Master e supostos vínculos com o resort Tayayá, no Paraná.

Segundo o corregedor, o pedido apresenta “vício de origem”, pois a Constituição Federal não confere ao CNJ atribuição para fiscalizar ou instaurar procedimentos disciplinares contra ministros do STF. Com isso, o requerimento foi considerado juridicamente inviável desde o início.

Mauro Campbell destacou que há entendimento consolidado no próprio CNJ e na jurisprudência nacional de que ministros da Suprema Corte não estão sujeitos ao controle administrativo do Conselho.

Na representação, o deputado sustentou que o ministro poderia ter violado regras da Lei Orgânica da Magistratura (Loman) ao atuar em processos envolvendo o Banco Master, apontando possíveis interesses indiretos relacionados ao empreendimento Tayayá Resort.

O procedimento tramita sob segredo de Justiça, e os detalhes completos da denúncia não foram tornados públicos.

O caso Master envolve questionamentos e investigações relacionadas ao Banco Master, gerando repercussão nos meios político e jurídico. Além do pedido no CNJ, há movimentações paralelas em outras instâncias, como Procuradoria-Geral da República (PGR) e Senado Federal.

Com o arquivamento, o CNJ reafirma o limite constitucional de sua atuação, restringindo sua competência ao controle administrativo e disciplinar de magistrados de tribunais inferiores, sem alcance sobre membros do STF.

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