A Justiça de Mato Grosso condenou Kelvin Lorhan Soligo Damian a 7 anos, 9 meses e 5 dias de reclusão em regime fechado, após identificá-lo como integrante do Comando Vermelho com atuação de comando em Várzea Grande. A sentença foi assinada na quinta-feira, 19 de março, pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.
De acordo com a decisão, Kelvin ocupava a função de “gerente” da facção no município e era conhecido pelo apelido de “Padrinho”. A investigação aponta que ele coordenava a logística do tráfico de drogas, repassava ordens a outros integrantes, cobrava a chamada “taxa de peita” e controlava a movimentação financeira ligada ao grupo criminoso.
Ao fundamentar a condenação, o magistrado destacou que os autos demonstraram “alto grau de periculosidade” do réu, além de forte inserção no crime organizado e reincidência. Segundo o juiz, a posição de comando atribuída a Kelvin dentro da estrutura da facção reforça a gravidade concreta dos fatos apurados no processo.
A sentença também sustenta que a atuação do condenado ia além de participação eventual, apontando vínculo estável com a organização criminosa e papel relevante no funcionamento da traficância em Várzea Grande. Com isso, a pena foi fixada para cumprimento em regime fechado.







