Auxiliares próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que a possível instalação da CPI do Crime Organizado no Senado gera mais preocupação política ao governo do que a atual CPI que trata de irregularidades no INSS. A análise interna é de que a investigação sobre facções e milícias tem potencial de provocar desgaste público mais significativo, especialmente em um momento de intensificação dos debates sobre segurança no país.
Segundo integrantes do Planalto, a CPI do Crime Organizado deve se tornar um amplificador nacional de discussões envolvendo:
- avanço de facções criminosas,
- disputas territoriais em grandes centros urbanos,
- e pressões sobre políticas de segurança pública.
A avaliação é que, diferentemente da CPI do INSS — considerada mais técnica e administrativa — a CPI das facções tende a dominar o debate político, atraindo maior atenção da opinião pública e da mídia.
A análise entre governistas é que a oposição pode transformar a CPI em palco de discurso político, associando o avanço das facções ao governo federal com o objetivo de produzir desgaste eleitoral.
Parlamentares contrários ao governo já sinalizaram que pretendem:
- convocar ministros,
- exigir explicações sobre estratégias de segurança nacional,
- e direcionar críticas à condução do tema em áreas sensíveis, como Rio de Janeiro e fronteiras.
No caso da CPI que investiga fraudes no INSS, o Planalto avalia que o governo tem conseguido:
- responder tecnicamente aos questionamentos,
- propor ajustes administrativos,
- e neutralizar impactos públicos.
Já na segurança pública, aliados reconhecem que o tema envolve percepção direta da população, o que torna a disputa política mais desfavorável.
Para tentar reduzir danos, o governo deve:
- atuar na indicação de nomes aliados à composição da CPI,
- buscar relatórios equilibrados,
- e evitar que depoimentos se tornem focos de crise.
Nos bastidores, líderes da base avaliam que será necessário fortalecer a comunicação pública, demonstrando ações já realizadas na área da segurança.
A CPI do Crime Organizado deve ser instalada no Senado, após articulação de grupos de oposição. A definição de relatoria e presidência deve indicar o tom dos trabalhos.
Enquanto isso, o Planalto acompanha os movimentos e prepara estratégia de contenção de danos.





