A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, durante a 32ª reunião da comissão que apura possíveis irregularidades ligadas ao sistema previdenciário. A medida foi incluída em um bloco de 87 requerimentos votados e aprovados de uma só vez.
A votação foi feita de forma simbólica e em bloco, o que provocou reação imediata de parlamentares da base governista. Após a deliberação, a sessão foi marcada por protestos, contestação do procedimento adotado e tumulto no plenário da comissão.
Mesmo diante da contestação, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana, manteve o resultado e afirmou que a votação ocorreu dentro das regras regimentais. Parlamentares aliados ao governo passaram a defender a anulação da decisão.
Além da quebra de sigilo de Lulinha, a comissão também aprovou outros requerimentos voltados ao avanço da investigação, entre eles medidas relacionadas ao Banco Master, à CredCesta e a novas convocações de pessoas ligadas ao caso.
A deliberação amplia a frente de apuração da comissão em um momento de forte embate político entre oposição e governistas, que divergem sobre o alcance das investigações e sobre a forma de condução dos trabalhos.







